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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Querem vir comigo?

Vou levar-vos a um local que já muitos disseram que era o paraíso na terra, entre eles, à frente de uma câmara de televisão, José Hermano Saraiva, no programa, Horizontes da Memória.
Talvez seja um exagero ou talvez não. A verdade é que ADORO! Vou lá todas as estações do ano, pelo menos uma vez. 
Já lá levei muita gente e nunca desiludi ninguém, pelo contrário todas as expectativas foram superadas. Não fui certamente a melhor guia. Contudo, no dia 30 de Dezembro, fui lá, pela primeira vez (desde que fui mãe), sem filhos e sem amigos, apenas eu, o meu tripé (que finalmente pisou aquela terra e contribuiu para as melhorar as fotografias de arrastamento de água) e o meu marido que, recentemente participou num outdoor promovido pela empresa onde trabalha, que o levou a descobrir outros trilhos e acessos que até então desconhecíamos. 

Estão preparados? Roupa confortável e calçado prático para enterrar os pés na lama? Então, sigam-me!

Quando descemos a rampa que dá acesso ao parque da Cabreia, numa cinzenta tarde de fim de ano, é este o cenário que vislumbramos, lindíssimo e coberto de folhas de cor vibrante. 
Mais em baixo, deparamo-nos com esta casinha que  é nada mais que o WC. Sempre que lá vou, coincidência ou sorte, está sempre aberta, limpa e tem papel higiénico (muito importante).

Em frente, corre o rio Mau (o nome desse rio tem uma história, que fica para outro post). 

Ao andarmos para a esquerda, caminhamos pelo parque, com mesas e bancos para picnics, que se encontram um pouco por todo o lado, nos socalcos inclusive.

À medida que o som da água aumenta, o cenário é cada vez mais belo e aumenta também a expectativa da tão esperada atracção principal.

São muitos os moinhos e pequenas quedas de água que deixamos para trás quando seguimos o som da água. Há que ter sensibilidade e uma forte paixão pela Natureza, para reparar em todos os recantos deste espaço quase imaculado e tão acolhedor.

As várias pontes que atravessam o Rio Mau, bem como as cercas que nos protegem das quedas, estão tão bem disfarçadas (feitas com a matéria prima que a mãe Natureza nos dá), que parecem fazer parte do cenário natural.

Os amantes da fotografia, certamente param um pouco por todo lado, tentando captar os vários arrastamentos de água.
Chegámos à principal atracção. A fotografia da  famosa cascata da Cabreia, com 25m de altura, não é a melhor, dado que a força das águas não permitiu que me aproximasse o suficiente (tenho apenas uma lente 18-55mm, mesmo assim, ficou toda salpicada). Podem ver aqui uma foto mais apresentável da dita (tirei sem tripé este Verão).

Agora, vou subir, mas atenção, só os mais corajosos é que podem vir comigo. Cuidado! As folhas que cobrem o chão, são altamente escorregadias e o piso irregular e húmido devido à queda de água, também, todo o cuidado é pouco!


Chegámos, e agora, espasmem-se! Esta que vos escreve, que quando anda de câmara na mão e dispara por todo o lado, lamentavelmente, esqueceu-se de captar o cenário visto de cá de cima. 
No entanto, andei um pouco mais para a frente, e vi esta queda a primeira que dá acesso à cascata.

Ando uns metros mais para a frente, com receio de escorregar e a beleza deste espaço continua a surpreender, bem como as várias pequenas cascatas ao longo do leito do Rio Mau.

E termina assim a vossa visita guiada, espero que tenham gostado e que voltem sempre.

Agosto de 2012 (sem tripé)

Adenda
Por lapso, esqueci-me de referir a localização, o parque da Cabreia situa-se em Silva Escura, Sever do Vouga, distrito de Aveiro. 
Atenção, não confundir com a serra da Cabreira.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Afinal, qual foi a ponte que caiu?

Estava eu a organizar pastas de fotografias no  meu computador e, ao ver esta foto mais atentamente,  reparei na pouca quantidade de água que o Rio Vouga tem. De facto, quando se olha para este tipo de fotografias, a única coisa em que reparamos é que o nosso património está a cair aos bocados. Apesar de haver indícios, há mais de três anos, que esta ponte quinhentista em Lamas do Vouga, no concelho de Águeda, tinha os pilares danificados e, ameaçava cair, nada foi feito e o resultado está à vista.
Mas, voltando à questão inicial, achei o rio muito, mas muito baixo, e, fui pesquisar imagens desta ponte, antes de ruir, para ter um termo de comparação, no que respeita ao nível da água do rio.
De repente, deparo-me com esta imagem (retirada daqui) e fui ver qual era a notícia relacionada com ela. 
Queda de ponte sobre o rio Vouga provocou um ferido
Fiquei espantada, mais uma vez. Esta fotografia, encontra-se na página do msn notícias. Li o artigo, data de 13/11/2011, que referia que se tratava da ponte que caiu  em Águeda. 


Já nessa altura, tinha visto num blog, a mesma fotografia. Avisei a autora, que a fotografia da ponte que publicou não correspondia à ponte que ruíra, mas ela não removeu a mesma. Agora e, mais uma vez indignada, deixei um comentário, no artigo e, espero que removam ou troquem a fotografia. Uma vez que a referida ponte está inteira.

Actualmente, esta ponte funciona como uma ciclovia e, lá em cima pode ver-se imagens como esta, que a fotografia de baixo retrata.
Também se passa por este local, é uma das zonas que dá acesso à ponte.  
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